BD-Á-Bá: Grande entrevista com Jorge Machado Dias, autor e editor de BD – 1ª Parte

 

Fala-nos um pouco do teu já longo percurso na banda desenhada portuguesa. De onde veio essa paixão pela BD?

Comecei a ler banda desenhada por volta dos 8 anos, quando descobri a colecção do Mundo de Aventuras, que o meu pai guardava no guarda-fatos – isto em Lourenço Marques (actual Maputo), onde vivi com a família, dos cinco aos dez anos. Lia o Mandrake, o Fantasma, Cisco Kid, Tarzan, etc…

Depois do regresso a Portugal deixei praticamente de ler BD até aos 16/17 anos. Lia sobretudo o “Sandokan” do Salgari e depois, todo o Eça de Queiroz, até encontrar coisas no género de “Porque não sou Cristão”, de Bertrand Russel, “O Macaco Nú”, de Desmond Morris, “Os Doze Césares”, de Suetonio e por este livro, iniciei o meu percurso de devorador de livros de História, que dura até hoje.

Mas quando apareceu a revista Tintin, em 1968, comecei a coleccioná-la religiosamente durante uns anos. Daí veio a paixão sobretudo por Asterix, mas também Lucky Luke, Bernard Prince, etc…, devo dizer que o Tintin, de Hergé,  nunca me interessou muito.

E curiosamente detestei o Corto Maltese quando apareceu na Tintin… Digo curiosamente porque mais tarde, haveria de me tornar um quase “especialista” em Corto Maltese, sobretudo depois de o ler na (A Suivre) e quando legendei três álbuns das Edições 70, onde trabalhei entre 1985 e 1988.

Nesse tempo, entre 1968 e, digamos 1979, o meu interesse era a História, a poesia (que agora detesto) e a pintura. Pintei frenéticamente, coisas que em grande parte se perderam, oferecidas, deitadas fora, etc… e ainda espero voltar à pintura, um dia. Pelo caminho que a coisa leva, talvez só quando ficar gagá, não sei…

Mas continuemos com a BD. O meu verdadeiro interesse pela banda desenhada só começou a sério quando descobri, por volta de 1979, alguns exemplares da Metal Hurlant e da (A Suivre). Aí sim, a coisa nunca mais parou.

 

Comecei a desenhar algumas histórias que nunca terminei. Participei numa exposição (com quatro pranchas de uma história sobre Bartolomeu Dias) na Livraria Barata, em 1986, com os monstros sagrados da BD portuguesa, o José Ruy, o Garcêz, Augusto Trigo, Victor Mesquita, Eugénio Silva, Baptista Mendes… e eu, ali no meio, sem saber muito bem o que estava lá a fazer.

Foi também quando conheci Geraldes Lino, diga-se. Depois em 1990 (ou 91, já não me lembro bem), resolvi concorrer ao concurso Navegadores Portugueses, do Centro Nacional de Cultura, com 10 pranchas (9 em esboço e 1 finalizada) de “Ilhas no Mar Occeano”.

Mas por não ter apresentado as pranchas finalizadas, recebi apenas uma Menção Honrosa. Uns meses depois fui contactado pela Asa para realizar uma banda desenhada, mas não sobre Descobrimentos. Pediam-me a adaptação de “Os Maias” do Eça de Queiroz. Ia-me dando um treco (como dizem os brasileiros), porque “Os Maias” é um livro com 400 e tal páginas… Mas aceitei. Levei talvez um ano a fazer a adaptação do texto e comecei a desenhar. Quando já tinha entregue 14 pranchas – 6 delas com a cor – a administração da Asa descobriu que tinha os armazéns cheios de livros de BD portuguesa que não se vendiam e comunicou-me que cancelava todos os projectos de banda desenhada em curso. Mas pagaram-me as pranchas entregues.

Um ano depois fui de novo contactado pela Asa, que, diziam, me queria compensar por terem desistido do projecto de “Os Maias”. A proposta agora, era a actualização do álbum “História da Formula 1”, com um caderno especial sobre Ayrton Sena que tinha morrido nesse ano (1994) em plena corrida. Outro treco!

Nunca na vida tinha desenhado carros de que espécie fosse. Mas aceitei – ia a todas! Recolhi quilos de material – incluindo os Anuários de Formula 1 e por via disso, o editor destes Anuários, encomendou-me uma ilustração do Ayrton Senna para um livro que ia editar sobre o piloto brasileiro.

Passei ao desenho, montes de esboços e quatro pranchas a preto e a primeira a cores – só entreguei as pranchas a preto, que foram pagas, diga-se – quando a Asa voltou a cancelar o projecto, anunciando que renunciava à publicação de BD.

Só voltaria a editar BD já em 2002, com a Maria José Pereira aos comandos. A prancha a cores foi-me comprada, mais tarde, por Geraldes Lino (ou antes, quase o obriguei a comprar-ma porque estava sem cheta).

Estes trabalhos frustrados levaram-me a parar quase completamente de desenhar. Comecei então a escrever uma história “Sob o Signo do Pelicano” (muito influenciado pelos títulos das histórias de Hugo Pratt, como se percebe), onde – ambientando a acção na guerra Luso-Castelhana, que terminou com a batalha de Toro, em 1476 – iniciava uma série centrada nos espiões do Príncipe D.João, futuro rei D.João II.

Quem conhece um pouco de História, sabe que o Pelicano era o signo de D.João II. Cheguei a iniciar o desenho de uma das histórias para esta série, “Pelo Meridiano de Tordesilhas”, de que só existe mesmo a primeira prancha…

Conheci então Victor Borges, que tinha um traço humorístico fabuloso e, continuando com espiões, iniciei outra história para ele desenhar: “As Aventuras de Paio Peres”, espião de Afonso Anriques, Rey dos Portucalenses…

 

Ao longo dos anos fundaste uma pequena editora, a Pedranocharco, e lançaste muitos livros de autores nacionais. O que te motivou a entrar na publicação de BD em português?

Esta pergunta encadeia com o final da resposta anterior, porque a Pedranocharco nasceu precisamente por causa de “As Aventuras Paio Peres”. Mas antes disso…

No início de 1992 fui convidado pela direcção do jornal quinzenal “Outra Banda” do Seixal, para escrever uma página sobre banda desenhada, a que chamei “Outra Banda desenhada”.

Nessa página, as pranchas de “As Aventuras de Paio Peres – O Espião” começaram a ser pré-publicadas. Mas ao fim de oito meses, por questões que não tiveram nada a ver com a BD, desentendi-me com o director do Outra Banda e a página acabou. Entretanto, Victor Borges já tinha desenhado cerca de 80 pranchas de “As Aventuras de Paio Peres – O Espião”.

Resolvi contactar a Meribérica, depois a Editorial Notícias, etc… para propôr a publicação do álbum “As Aventuras de Paio Peres – O Espião”. Nada feito.

Como essa primeira história se passava em Almada (a Al-Mahadan moura), contactei com a Câmara de Almada – eu morava na cidade há 25 anos e conhecia quase toda a gente da Câmara – não tendo sido difícil conseguir o apoio para a edição, com a condição de que o título do álbum teria que ostentar o nome da cidade, daí ter dividido a história em dois álbuns, dando ao primeiro o título “Missão em Al-Mahadan”.

Para editar os álbuns arranjei um sócio investidor na pessoa do arquitecto para quem trabalhava profissionalmente na altura. Assim nasceu a Pedranocharco Publicações, Lda.

                   

A editora nessa primeira fase editou oito álbuns: os quatro primeiros de José Carlos Fernandes, o primeiro de Eliseu “Zeu” Gouveia, um outro de Victor Borges com argumento de Paulo Moreiras (actualmente escritor com certo prestígio) e os dois de “As Aventuras de Paio Peres” – programados para dar origem a uma série de 21 álbuns…

A Pedranocharco Publicações, Lda. encerrou em 1998 e eu recuperei o nome – sem o Lda. – e o logotipo (que haviam sido criados e registados por mim) como chancela pessoal em 2004.

Achas que existe um mercado de banda desenhada viável no nosso país? Há motivos para esperar mais e melhor?

Cada vez acredito menos que haja viabilidade para um mercado de banda desenhada em Portugal. Não tenho motivos para esperar seja o que for. E porquê? Acho que valerá a pena falarmos nisso.

Apesar de existirem problemas estruturais, digamos assim, que vão do fim da publicação de BD nos periódicos (actualmente só o Nuno Saraiva consegue essa proeza) à escassa edição em livro, especialmente a partir dos anos 1970, a banda desenhada que se produz neste país, começou a enfermar de um outro mal, quanto a mim grave, que é o facto de quase não existirem já argumentistas portugueses.

Isto levou, gradualmente, a que a maior parte dos desenhadores passassem a consideram-se “artistas” a solo. Também, porque alguns críticos e jornalistas começaram e persistem na asneira de chamar “artistas” aos autores de banda desenhada.

Eu sei que chamam à BD a 9ª arte, o que é outra cretinice. Mas o cinema também é designado como a 7ª arte e alguém se lembra de dizer o “artista” Francis Ford Coppola?

Com isto desvirtuam a própria banda desenhada, que sempre foi um produto de cultura popular (tal como o cinema) e que é, evidentemente, servido por diversas artes. Mas é ridículo considerar, tanto a Banda Desenhada como o Cinema, eles próprios como artes. Foi Ricciotto Canudo, no início do século XX que inventou essa “escala das artes”, porque queria colocar o cinema a par das artes reconhecidas.

Depois, os teóricos da BD fizeram o mesmo e designaram-na a 9ª arte. Sendo que o 8º posto dessa escala foi atribuído à televisão (uma arte ?). Sem querer fazer publicidade, aconselho que leiam o texto do Pedro Moura, “Razões do Desapreço pela Expressão ‘9ª arte’”, no BDjornal #28 e percebem o que quero dizer. Isto apesar de o Pedro Moura considerar a BD uma arte, do que eu, como princípio, discordo.

Mas vejamos, enquanto durou o boom da BD em jornais e revistas, ela sempre foi trabalhada como numa cadeia de montagem: o argumentista escrevia as histórias, depois um desenhador fazia o lápis das tiras, outro dava-lhe a tinta da china (mais tarde, outro dar-lhe-ia a cor) e outro a legendagem. E a produção era vertiginosa.

Mas mesmo quando se passou à fase dos álbuns (e estou sobretudo a referir-me ao mercado franco-belga – o “farol” da BD na Europa) raramente houve um desenhador que escrevesse e desenhasse histórias a solo.

Porque é raro encontrarem-se talentos como Hugo Pratt, Enki Bilal, Miguelanxo Prado, etc… (que no início das carreiras trabalharam sempre com argumentistas) e a esmagadora maioria dos desenhadores não tem talento para criar histórias de raíz com interesse para o público em geral.

Por isso a BD portuguesa tem, comercialmente, o mesmo problema do cinema português: só produzem as chamadas “obras de autor”, que de um modo geral, interessam pouco ao grande público – daí o fracasso de bilheteiras da maior parte do cinema português e a escassez de vendas da maior parte da BD portuguesa.

E, envoltos nessa “aura” de “artistas” – que não os leva a lado nenhum –, a esmagadora maioria dos desenhadores portugueses nem sequer aceita trabalhar com um argumentista.

Um caso paradigmático: o Filipe Melo, para conseguir criar o “Dog Mendonça” teve que recorrer a desenhadores argentinos, quando existem em Portugal desenhadores tão bons ou mesmo melhores! E o “Dog Mendonça” já vai no segundo livro, com edições sempre a esgotar. Isto quer dizer alguma coisa.

No entanto existe uma área onde alguns desenhadores podem encontrar fundos para escreverem as histórias eles próprios: as autobiografias. Mas esta área é limitada e mesmo para isso é preciso que essas peças sejam bem escritas e tenham interesse, ou que se saiba torná-las interessantes. Veja-se o caso recente de Paulo Monteiro.

            

E as obras que editaste? Fala-nos um pouco delas.

As obras que editei inseriram-se quase sempre num princípio de que quase nunca abdiquei: chamar “à primeira linha”, digamos assim, autores desconhecidos (ou relativamente desconhecidos).

Sempre acreditei no José Carlos Fernandes desde que, em 1992, publiquei “Singin’in The Rain” no fanzine Dossier Top Secret nº51, co-editado pelo Victor Borges e por mim.

De maneira que foi o primeiro autor que editei – e foi também o primeiro álbum do José Carlos Fernandes, o “Lou Velvet”(1996). Haviam de seguir-se mais três álbuns dele, “Um Catálogo de Sonhos” (1997, reeditado pela Devir em 2005), “Alguém Desarruma Estas Rosas e Outras Estórias” (1998) e “As Aventuras do Barão Wrangel” (1998, também reeditado pela Devir em 2003).

Editei também o primeiro álbum do Eliseu “Zeu” Gouveia, “Medusa 31 – Et Pluribus Impar”. Para além dos dois álbuns de “As Aventuras de Paio Peres” e de “Herminio – Regresso a Portucale”, do Victor Borges e do Paulo Moreiras. Isto na primeira fase da Pedranocharco.

Na segunda fase, a prioridade foi o BDjornal, iniciado em 2005 e nele comecei a publicar autores que nunca tinham visto nada seu publicado. Casos mais conhecidos, o Álvaro (com “Sexo, Mentiras e Fotocópias”, que depois editei em livro), o “BRK”, do Filipe Pina e Filipe Andrade, que viria a ser editado em livro pela Asa e o Hugo Teixeira – depois de conhecer a página dele no deviantART.com – de quem publiquei “Os Monótonos Monólogos…” no BDjornal e depois o “Bang Bang” em livros, e que, quando começou a trabalhar em cor, a Asa editou-o.

O caso do “Dicionário Universal da Banda Desenhada”, de Leonardo De Sá, foi outra das matérias que foram saindo no BDjornal e a certa altura resolveu-se fazer e editar em livro.

Em 2011 fiz uma coisa que nunca tinha feito, editar um autor já com créditos no mercado, o Fernando Relvas. Mas esta edição foi devida ao seu regresso, depois de longa ausência na Croácia e ao facto de que ia ter uma exposição no Festival de Beja – por isso propôs-me editar o “Li Moonface” a preto e branco, livro que já estava publicado a cores e em inglês, na Lulu.com.

No entanto a conversão do livro para preto e branco foi a desgraça que se viu. Mas espero vir a editar em breve o livro do Relvas que eu sempre quis editar, o título fica no segredo dos deuses, OK?

 

Além dos álbuns, também iniciaste séries como o BDVoyeur e o BDjornal. Para quem não os conhece, em que consistem?

Trocando a ordem, o BDjornal começou por ser um jornal, em formato tabloide, sobre BD, porque nessa altura – e agora cada vez mais – acreditei que não era viável uma revista de banda desenhada neste país, como se provou com a Selecções BD da Meribérica e talvez como vocês estejam a perceber com a Zona…

Mas a génese do BDjornal começou muito antes, quando em 1993 fiz a maqueta de um fanzine “Pedra Pomes de Bandas Desenhadas” que nunca saiu dessa fase (embora tenha estado em exposição num dos Salões da Sobreda BD) e de seguida editei uma folha com matérias sobre BD, a “Folha Pedra no Charco de Banda Desenhada”, em formato A3.

Foi a “avó” do BDjornal e foi daí que nasceu o nome da futura editora Pedranocharco. Depois em 1996 editei o nº 0 do BDinFólio, o “pai” do BDjornal, já em formato tabloide – fiz 1.000 exemplares que distribuí, gratuita e largamente, pelas Tertúlias BD de Lisboa, Bedeteca de Lisboa (assunto da primeira página) e Festival da Amadora desse ano.

Em 1998 editei o nº 1 do BDinFólio, 2.000 exemplares, que vendi exaustivamente nas Tertúlias BD de Lisboa, no 1º Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada, nas instalações da Abel Pereira da Fonseca, ao Poço do Bispo, para onde fui militantemente durante todo o Salão, o mesmo acontecendo durante o 9º Festival da Amadora – o desse ano.

Abordava todos os visitantes que conseguia e impingia um BDinFólio, por 300$00 (cerca de € 1,50). Foi épico, o Pedro Brito, por exemplo, ainda se lembra disso – às vezes gozamos com esses tempos um bocado loucos. E esgotei todos os exemplares.

O BDjornal nasceu dessa experiência e da edição mensal do fanzine BDpress (15 números), onde republiquei, todos os meses, de Abril de 2004 a Maio de 2005, recortes de textos sobre BD que iam saindo em quase todos os jornais e revistas deste país.

Com a embalagem ganha, comecei o BDjornal, que foi mensal durante um ano – e a trabalheira que deu fazê-lo a esse ritmo, tornou-se infernal, pelo que (e também por factores financeiros) passou a bimestral na segunda fase.

A seguir veio uma terceira fase em que passou ao formato de revista, também bimestral. Em 2009 parei durante um ano com a edição, para reformular o conceito da revista e recomecei, numa quarta fase, no mesmo formato, mas com periodicidade semestral.

Creio que se adequa melhor à escassa procura que há em Portugal, embora a procura do BDjornal no Brasil esteja a aumentar de edição para edição.

Tive sempre a preocupação de procurar um equilibrio no BDjornal, entre matérias um pouco mais académicas sobre BD, até às mais populares (como os textos sobre as edições Bonelli/Mythos, por exemplo), passando pela crítica de livros, reportagem/crítica sobre exposições, festivais, etc… e grandes entrevistas com autores, editores, organizadores de eventos, etc…

Quis também que a coisa funcionasse (e isto desde o início) como ponto de encontro para toda a banda desenhada de língua portuguesa. Infelizmente a produção dos PALOP não tem ainda a qualidade a que estamos habituados, de modo que a maior fatia da colaboração no BDjornal extra-portuguesa, tem sido a brasileira e, num breve espaço, que espero retormar, a galega – não nos esqueçamos que a língua galega é a “mãe” da língua portuguesa e uma grande percentagem dos galegos quer fazer parte do espaço lusófono.

Quanto à BDVoyeur, pretendi iniciar uma publicação anual com banda desenhada portuguesa para adultos, com inclusão de alguma matéria de informação e divulgação do que se faz no resto do mundo e dando também a conhecer autores estrangeiros nessa área.

Infelizmente ainda só editei dois números, embora tenha o terceiro pronto, mas as despesas com o BDjornal absorvem sempre quase todas as verbas.

leia a segunda parte desta entrevista na próxima segunda-feira.

 

André Oliveira

 

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