Entrevistas: Finalistas de Cinema convidam artistas emergentes a reinterpretar curta-metragem

Bertolino Pedro, Luís Montanha e Pedro Cruz constituem a equipa d’ «O Rapaz e o Peixe», curta-metragem que se encontra a ser finalizada para ser apresentada no primeiro semestre do próximo ano. Finalistas da licenciatura em Vídeo e Cinema Documental, na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, os cineastas têm como objectivo levar esta curta a festivais nacionais e internacionais, pelo que estão à procura de apoios e parcerias para «O Rapaz e o Peixe». Fique a saber mais sobre este projecto, na entrevista que a Ave Rara fez junto dos três estudantes

 

 

Convidaram artistas a desenvolver interpretações do argumento da curta-metragem “O Rapaz e o Peixe”. Que avaliação fazem dos trabalhos recebidos?

Até ao momento recebemos o trabalho de ilustração de Zane Veldre. Ficámos muito satisfeitos pela sua interpretação, que diz muito sobre o seu próprio estilo mas ao mesmo tempo respeita as linhas fulcrais do argumento.

Uma vez que apenas os artistas têm acesso ao argumento, os seguidores do blogue provavelmente relacionar-se-ão com as interpretações quase através de associação livre e projecção. Mas também isso nos interessava, ou seja, conseguir manter uma atmosfera, um tom à volta do argumento, sem o desvendar.

E achamos que a Zane conseguiu fazê-lo bastante bem, insinuando um permanente estado onírico, uma metamorfose dos elementos e a materialização de estados de espírito dos personagens através do pensamento mágico.

Inclusive colocou elementos que lhe tínhamos ocultado, o que foi para nós uma surpresa desconcertante mas bem vinda.

Para além da ilustradora letã, que outros artistas vos enviaram propostas e em que formatos?

Os artistas foram todos convidados pessoalmente por nós. Convidámos a Ana Guimarães, responsável pela Jewels Don’t Shine e pelo Projecto GUM, que desenvolve objectos de joalharia e bijuteria; o fotógrafo Paulo Matos; o pianista Sérgio Alves, compositor da banda Swinging Rabbits.

O músico Victor Afonso, conhecido pelo projecto Kubik; alguns elementos da banda Plaggio; o Pedro Almeida e o Diogo Allen, também estudantes de cinema, mas amantes da música. E ainda três pessoas que desenvolvem trabalho na área da design gráfico: o Daniel Souto, o Eduardo Porto e a Vera Martins.

Todos eles possuem agendas preenchidas, pelo que, após os convites feitos, procurámos manter-nos em contacto, mas dar-lhes o espaço que precisam para se inspirarem no argumento.

Quanto às suas propostas, serão igualmente surpresa para nós, uma vez que não estabelecemos limites ou direcções, cada um fará o que quiser na sua área. Esperamos que brevemente haja novidades.

SE CADA PESSOA QUE VISITA O BLOGUE PUDESSE CONTRIBUIR COM 1 EURO, TERÍAMOS JÁ O ORÇAMENTO FINALIZADO

Como vos surgiu esta ideia de terem outros artistas a desenvolverem trabalhos a partir do argumento da vossa curta-metragem?

A ideia inicial surgiu da necessidade de dinamizar o blogue. Uma vez que a pré-produção, pela sua morosidade, nos impedia de actualizar o blogue com informação definitiva e relevante, achámos que seria bom manter um foco de atenção, para que as pessoas quisessem voltar.

Depois começámos a pensar mais a sério na ideia. As interpretações e traduções artísticas podem ser muito interessantes para todos os intervenientes, em vários sentidos: divulgamos o nosso projecto, divulgamos o trabalho destes artistas emergentes e iniciamos uma rede de sinergias que pode ser importante para qualquer um dos envolvidos, no futuro.

E muito embora o filme seja o propósito final de tudo isto, o projecto em si acaba por ir para lá do filme, gerando um todo multidisciplinar.

Têm apelado à contribuição e divulgação do vosso projecto para conseguirem “realizar um filme com capacidade para competir em festivais nacionais e internacionais”. Quais as vossas necessidades e qual o feedback que têm recebido?

Como finalistas de cinema, possuímos um apoio financeiro limitado por parte da instituição de ensino. A mobilização de pessoas para as várias tarefas, desde o apoio técnico à representação, tem encargos com alimentação, transporte e logística.

Até agora temos conseguido colmatar outras necessidades através de colaborações para cedência de espaços de rodagem e empréstimo de algum material, mas despesas deste género exigem de facto um orçamento de que, sozinhos, não dispomos ainda.

Felizmente até ao momento temos recebido muito apoio ao nível da divulgação. Quanto aos donativos, a que apelamos no blogue, temos recebido bons incentivos por parte da nossa rede mais pessoal, ou seja, familiares e amigos.

Seria muito importante obter a contribuição de outras pessoas fora desta rede, que se interessassem pelo projecto. Aliás, procuramos passar a ideia de que se cada pessoa que visita o blogue pudesse contribuir com 1 euro, teríamos já o orçamento finalizado, uma vez que estamos perto das 2000 visitas. Esperamos que esta iniciativa com os artistas possa ter um papel importante para apelar à contribuição.

Para quando a estreia de «O Rapaz e o Peixe»?

Apontamos para que esteja finalizado em meados do primeiro semestre de 2012. Relativamente à sua estreia, isso dependerá dos circuitos que possa vir a percorrer. Mas tudo será atempadamente divulgado no nosso blogue.

 

aproveite para ler as outras entrevistas do portal Ave Rara:

Balanço do Colóquio ‘Tinha Paixão?’

FBooks: Quem lê por ‘Gosto’, não cansa a vista

Projecto Clarice

Rodrigo Viterbo, construtor e músico de Didgeridoos

 

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